O povo celta, assim como toda civilização, tinha suas
crenças, sempre baseadas no espírito da natureza, a Grande Mãe, protetora de
tudo e todos, conhecida pela triplicidade Donzela, Mãe e Anciã. Possivelmente a associação cristã de "Pai, Filho e Espírito Santo" tenha partido dessa definição celta. Também acreditavam na reencarnação e no conceito de vida após a morte, pois
tudo era visto como um processo cíclico de vida, morte e renascimento. Por esse motivo, os celtas podem ser considerados precursores do kardecismo como conhecemos hoje, de acordo com pesquisas de historiadores, pois são a única civilização antiga que acreditava nesse conceito. A religião celta é uma das mais antigas do mundo, conhecida também por seus praticantes como a Antiga Religião (Old Religion).
O princípio feminino
Os celtas viam na
mulher uma imagem de sacralidade pois, naquela época, os homens que sangravam
em batalha geralmente morriam e as mulheres, que sangravam todo mês,
continuavam vivas e fortes. Como eles não sabiam a origem do sangramento e
muito menos o que era menstruação, viam a mulher como um ser sagrado. O respeito ao feminino era algo muito presente e natural.
Os mistérios da procriação também eram um mito. Os homens
ainda não tinham associado o ato sexual à gravidez e por isso acreditavam que
a concepção era algo recebido diretamente dos Deuses, que eram responsáveis pelas
estações do ano e controle da Natureza.





