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quinta-feira, 19 de abril de 2018

Oração Celta


" Que jamais, em tempo algum, o teu coração acalente ódio.
Que o canto da maturidade jamais asfixie a tua criança interior.
Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro.
Que as perdas do teu caminho sejam sempre encaradas como lições de vida.
Que a musica seja tua companheira de momentos secretos contigo mesmo.
Que os teus momentos de amor contenham a magia de tua alma eterna em cada beijo.
Que os teus olhos sejam dois sóis olhando a luz da vida em cada amanhecer.


sexta-feira, 18 de março de 2016

Alfabeto Ogham

Continuando as postagens sobre os Celtas (e sua religião),  o tema de hoje é o Alfabeto Ogham, conhecido também como o alfabeto das árvores, servindo para adivinhações e magias. Era utilizado, na maioria das vezes, como forma de comunicação pelos druidas e em inscrições de lugares sagrados ou cemitérios. Seu conhecimento era transmitido de geração em geração. Segundo a crença celta, o alfabeto era mágico e foi criado pelo deus irlandês Ogma. Cada letra do Ogham representava uma árvore, que era sagrada e habitada por deuses e deusas. 
            
O Ogham era escrito em cima de uma linha horizontal, da esquerda para a direita, de baixo para cima e formado por 20 letras que são alocadas em cinco grupos de quatro sons, chamados Beithe, Huath, Muin, Ailm e Koad.

As letras são chamadas de Fedha (madeira), e cada um dos grupos é chamado Aicme (raça). Cada grupo é conhecido pela primeira letra. O alfabeto não possui caracteres separados, somente grupos de cinco sons, que são representados por linhas, de um à cinco), traçadas de diversas formas. Originalmente continha apenas quatro grupos, e posteriormente foram adicionados mais quatro símbolos, chamados de forfeda.
Abaixo, o significado de cada letra:




sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

A religiosidade Celta

O povo celta, assim como toda civilização, tinha suas crenças, sempre baseadas no espírito da natureza, a Grande Mãe, protetora de tudo e todos, conhecida pela triplicidade Donzela, Mãe e Anciã. Possivelmente a associação cristã de "Pai, Filho e Espírito Santo" tenha partido dessa definição celta. Também acreditavam na reencarnação e no conceito de vida após a morte, pois tudo era visto como um processo cíclico de vida, morte e renascimento.  Por esse motivo, os celtas podem ser considerados precursores do kardecismo como conhecemos hoje, de acordo com pesquisas de historiadores, pois são a única civilização antiga que acreditava nesse conceito.  A religião celta é uma das mais antigas do mundo, conhecida também por seus praticantes como a Antiga Religião (Old Religion).


O princípio feminino

Os celtas viam na mulher uma imagem de sacralidade pois, naquela época, os homens que sangravam em batalha geralmente morriam e as mulheres, que sangravam todo mês, continuavam vivas e fortes. Como eles não sabiam a origem do sangramento e muito menos o que era menstruação, viam a mulher como um ser sagrado. O respeito ao feminino era algo muito presente e natural.

Os mistérios da procriação também eram um mito. Os homens ainda não tinham associado o ato sexual à gravidez e por isso acreditavam que a concepção era algo recebido diretamente dos Deuses, que eram responsáveis pelas estações do ano e controle da Natureza.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Civilização Celta


Quando falamos em civilização Celta, logo nos vêm à cabeça lendas medievais, cavaleiros, Rei Arthur, fadas e bruxas. Os celtas, sem dúvida, foram um povo mágico por natureza, deixando muitos ensinamentos e sabedoria. Ainda hoje existem muitos mistérios e segredos sobre a origem e desaparecimento dessa sociedade.


A civilização Celta

A palavra “celta” vem do grego keltoi, que era uma expressão usada para identificar os povos considerados “bárbaros”, aqueles que não eram gregos ou romanos. Como a origem da civilização ainda é incerta presume-se que surgiu quando tribos indo-européias migraram do Vale do Danúbio para o leste da Ásia, sul do Mar Mediterrâneo e norte da Escandinávia.

Os celtas, assim como toda civilização pré-cristã, eram pagãos (palavra que significa “homem que vive no campo”) e veneravam a figura feminina denominada “Deusa Mãe”. Consideravam-se uma espécie de guardiões de todas as criaturas da natureza e viam o conceito de propriedade diferentemente de como é visto na atualidade. Acreditavam que suas terras eram sagradas e que os bens materiais eram algo “emprestado” da grande Mãe. Não admitiam o desrespeito por suas terras e por toda a criação da grande Deusa e poderiam lutar até a morte para preservar sua honra. Seus ensinamentos eram transmitidos através da palavra, de geração em geração e não possuíam escritos. Dessa forma, quase tudo o que se sabe sobre a civilização provém dos escritores gregos e romanos que, muitas vezes, não os retratavam como realmente eram.

A civilização celta ocupou grande parte do continente europeu a partir de 800 a.C., expandindo-se para a Grã-Bretanha, Irlanda, País de Gales e demais ilhas. Eram notáveis artesãos e produziam suas próprias armas e utensílios, ganhando também a fama de metalúrgicos. Não possuíam grandes hierarquias, o rei/rainha era uma pessoa escolhida e considerada por todos como o (a) protetor (a) do clã. Por acreditarem na imortalidade da alma, não tinham medo da morte e, por isso, seus homens e mulheres eram grandes guerreiros. Partiam para a batalha cantando e honrando os deuses, sempre com os corpos pintados com símbolos e desenhos. Tinham grande apreço pela amizade, e a partir disso surgiu a expressão Anam Cara, que significa amigo da alma.